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Este é um assunto delicado, mas de vital
relevância, pois as marcas são as "representantes
legais" de uma corporação ou
instituição no mercado. São
a síntese de seus valores, atributos e ações,
pois espelham todos os esforços de comunicação,
em todos os âmbitos, e também a simbiose
com seus públicos.
Grande parte das empresas pensam no "assunto"
marca quando se estabelecem. Neste momento, é
necessário um símbolo que as represente
em peças corporativas (cartões, envelopes,
documentos), até mesmo em notas e documentos
fiscais. Encerrada esta necessidade inicial, são
esquecidas, relegadas a um segundo plano prioritário.
A partir daí, são consideradas meras
"assinaturas" de anúncios e catálogos
de produtos.
Passam-se décadas, até que os sinais
de desgaste da imagem da empresa ficam muito aparentes:
os concorrentes mais antenados parecem ter um comportamento
mais "ousado" e moderno e os investimentos
em comunicação não parecem
refletir os modernos conceitos embutidos nas peças.
Isoladamente, a marca da empresa parece um símbolo
de outra época.
E sua marca? Como lhe parece?
Quando foi a última vez que sua marca passou
por uma mudança no visual? Esta mudança,
caso tenha acontecido recentemente, foi feita de
forma acidental, para uma melhor aplicação
em uma peça de comunicação
com fundo crítico ou foi resultado de um
estudo profundo, avaliando o impacto das mudanças,
sofrendo uma reestilização sob os
modernos princípios do design?
A estética de uma marca não deve ser
resultado do gosto pessoal de ninguém - dos
executivos da empresa ou mesmo de um profissional
habilitado em comunicação (designer,
diretor de arte ou arquiteto). A estética
ou nova estética de uma marca deve ser o
resultado de um estudo sério, que envolva
os valores corporativos e o entendimento simbólico
(denotações e conotações),
avaliados através da semiótica.
Para um entendimento prático, veja abaixo
alguns de nossos estudos de reestilização
de marca. As diferenças entre o "antigo"
e o "novo", e o impacto que isto pôde
ter no dia-a-dia das empresas:
Empresa
Italbronze
Setor Fundição de
bronze
Data da marca anterior 1975
Atualização 2002
Instituição
Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese
Setor Saúde Pública
Data da marca anterior 1980
Atualização 2005

Empresa
Transmoreno Logística e Transportes
Setor Transporte de Veículos
Data da marca anterior 1970
Atualização 2003

Perceba que, nos exemplos acima, os estudos antigos
e novos têm elementos comuns. A essa preservação
se dá o nome de "continuidade da percepção
visual" - um princípio que impede a
perda total das referências da marca, fazendo
com que os públicos reconheçam as
mudanças e percebam inovação.
Os estudos completos podem ser conferidos em "cases
interessantes".
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