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As marcas sempre foram um registro importante da
evolução cultural da humanidade. O
Homem, desde tempos imemoriais, atribuía
valores diversos a símbolos, simplificando
sua comunicação. As inscrições
rupestres nas cavernas eram marcas da superioridade
de algumas tribos. As escritas hieroglíficas
foram a evolução natural dessas inscrições,
e também sintetizavam em símbolos
fatos, idéias, ações e valores.
Até os ideogramas orientais sustentam essa
origem associativa.
Há cerca de 2.000 anos, a crucificação
de Jesus deu origem a uma das mais poderosas marcas
da atualidade: a da Igreja Católica. A
Cruz é a síntese dos ideais e valores
de uma instituição que tem "usuários"
nos quatro cantos do mundo, sem fronteiras de
língua ou etnia. E o "marketing católico"
foi o responsável pela incrível
expansão da religião, e agora entra
em um período de renovação,
adequando-se ao conjunto de transformações
por que passa o planeta com a globalização.
Exemplos mais recentes corroboram a idéia
de que as marcas são instrumentos de mobilização,
de agrupamento humano, onde o compartilhamento
de idéias e valores é fundamental
para sua continuidade. A suástica nazista
ou a foice e martelo do comunismo são também
registros históricos do poder da marca
e da imagem institucional a elas agregada.
Com a globalização, as marcas romperam
barreiras quase intransponíveis, como a
diversidade das línguas. Sem elas, os investimentos
necessários à expansão e
implementação de uma empresa em
cada novo país, povo ou cultura inviabilizariam
os negócios e a internacionalização
de produtos e serviços. Ou seja, as marcas,
com sua capacidade de adaptação,
conquistaram o mundo para seus detentores. Imagine
a Coca-Cola Company imbuída de iniciar
uma nova trajetória, com diferentes mensagens
e a criação de símbolos diversos,
em cada um dos mais de 140 países em que
atua. Tarefa hercúlea, quase impossível,
no período em que isso ocorreu.
Estabelecendo as devidas proporções,
pequenas, médias e grandes empresas têm
os mesmos desafios, e as marcas são os
mais poderosos aliados para a conquista de consumidores
e mercados. A fidelização é
uma questão de estratégia, e para
cada situação há um esforço
adequado.
A AE Total vem trabalhando a
idéia de fortalecimento das marcas de seus
clientes há tempos. Um esforço que
tem início, mas não tem fim. Enquanto
houver ciclos de renovação, em todos
os âmbitos - social, econômico, político
etc, a atenção devida às
marcas deverá ser estrategicamente irrestrita.
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