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A reestilização de marca é
um processo fundamental para a sobrevivência
e manutenção da imagem das empresas,
produtos e serviços. A regra é a da
própria evolução da moda, com
movimentos estéticos que permeiam tudo -
do design de automóveis e acessórios
para o lar até as roupas que vestimos. Com
as marcas há a mesma similaridade: elas devem
ser redesenhadas de tempos em tempos para acompanhar
os mesmos movimentos estéticos e, assim,
se manterem atualizadas no mercado em que atuam.
Marcas que não se
renovam
envelhecem a própria empresa.
Em alguns casos, um processo tardio de redesenho
costuma redundar em nova estética, num processo
mais radical onde se deve apropriar de formas novas
que espelham a realidade da empresa e sua necessidade
conceitual. Assim, a reestilização
se afasta da percepção inicial (sensorial)
para se adequar à este novo momento. É
o processo de "reconstrução estética",
não mais uma reestilização.
Veja o exemplo de uma das maiores empresas de
seguro dos Estados Unidos, a Prudential Financial.
Criada ainda no século 19, se apropriou
da imagem do Pico do Gibraltar, uma rocha monumental
e imponente que é o portal de entrada do
Mar Mediterrâneo (de grande importância
estratégica na época) para denotar
uma imagem de solidez. A cada período de
mudanças, sua logomarca foi sendo atualizada,
"enxugada" esteticamente e modernizada.
A imagem do Gibraltar, longe da associação
visual que lhe deu origem, continua subliminar,
imponente:
Perceba que os valores semióticos
continuam preservados. A estrutura visual atual
ainda denota a imponência e solidez "de
uma montanha". O Pico do Gibraltar perdeu,
ao longo do tempo, sua conotação
de poder, de "Portal de Entrada ao Mediterrâneo
e à Europa", e isto não afetou
o desempenho oculto da logomarca Prudential.
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